Singularidade.
Manter um registro com data verificável é tipo selo de garantia de jóia. Diferente da nossa memória, que transfigura o ocorrido ao longo das décadas, o registro detém um estado, num tempo-lugar que não existirirá de novo.
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“Transeuntes eternos por nós mesmos, não há paisagem se não o que somos”.
Não há percepção senão o que percebemos. Não há processamento senão do que pode ser “captado” e “significado” no momento presente, com as ferramentas de observação e interpretação disponíveis. Estudar mais e mais neurociência repete isso com diversas frases distintas… Mas prefiro ainda Bernardo Soares.
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O cérebro aprendeu que a tarefa vem acompanhada de dor.
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Imagine que um indivíduo quebra o fêmur. Após o período afastado, ele retorna ao trabalho. Seria cabível designar a esse indivíduo tarefas que exigem árduo esforço físico, subindo e descendo escadas, que necessitem agachamento ou movimentos semelhantes?
Agora imagine que um indivíduo foi diagnosticado com ansiedade e depressão. É evidente que tipo de contexto seria saudável (ou não) no retorno imediato desse funcionário? Ele pode plenamente exercer o que a rotina laboral exigia antes?
Como lidar com uma realidade invisível?
A série sobre Césio-137 em Goiania pode ajudar a ilustrar essa imagem de que, apesar de não ser visível, há fenômenos que, se ignorados; se encaminhados incorretamente, podem desencadear impactos absurdamente malignos à saúde de quem é exposto.
A questão residual: como “mensurar” níveis saudáveis de “exposição” à riscos psicossociais? Como acompanhar essas métricas?
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