terça-feira, 17 de março de 2020

Águas Turvas

Por que é tão difícil tomar a inciativa?
E tão difícil... Criar um hábito conscientemente?
E não cair em vícios?
E não noiar?

Parei de escrever. De desenhar. De relaxar. Não tenho alongado, nem regrado minha alimentação, nem rezado antes de dormir. Em vários momentos do dia sinto uma inércia que me consome, fazendo o tempo roer quaisquer doces vontades que comecem dentro de mim. 

Sinto algo deslizar por entre meus dedos...

Sinto falta de sentir.

Envolvida na preguiça cada vez mais me sinto incapaz de iniciar novamente algum ciclo.

Alguns pensamentos surgem de quando em vez. "Ah! Seria tão bom desenhar aquilo..." ou "aquele texto é tão bom pra ler". Mas basta um segundo de liberdade e o diabinho sussurra em meu ouvido. Como pode um sussurro ter tanta força?

Como posso eu ter tão pouca força?

É. Tenho me sentido fraca. Descontrolada, me deixo levar na onda do que está à minha volta. E à minha volta... Doença, medo, vícios. Ansiedade pelos tempos que virão, se é que eles virão.

Os breves momentos de prazer são um deleite. Haja vista o que quero dizer com prazer: parar de ser atordoada pela culpa de me encontrar como me encontro.

Se tem algo que tenho sentido é com certeza a urgência da mudança. Mudança interna. É como se o espaço-tempo indicasse que algo está errado (o que é bem óbvio), só que de certa forma me obriga a mudar minha conduta. Nessa noite sonhei que estava em Caxias, sonhei também com os professores. 

O Jah Jah... Me leve...

Preciso de ajuda.